22 Setembro, 2011
A carência de enfermeiros e as ausências de respostas às necessidades das pessoas levanta questões e exigem soluções. SEP volta a tocar na ferida.

 

O presidente da ARS afirmou que não existe problemas nas unidades de saúde do Algarve e que apenas existe um problema numa unidade do concelho de albufeira.

Estas declarações acontecem em resposta a uma denuncia feita pelo SEP que volta a afirmar que é verdade, que:

  • Os mapas de pessoal – enfermeiros – de todos os ACES estão subdimensionados,
  • Os mapas de pessoal constituídos em 2009 têm por base os mapas de pessoal de 1994 e já há subdimensionados por não contemplarem os serviços de internamento,
  • A maioria das unidades criadas tem um ratio de utentes por enfermeiro maior do que está preconizado
  • As unidades de cuidados na comunidade foram criadas sem que tenha havido uma reformulação dos mapas e sem que a maiorias dos casos lhes tenham sido facultados os meios necessários,
  • A taxa de natalidade aumentou no Algarve,
  • Nem todas as unidades de saúde personalizadas e de saúde familiar prestam cuidados domiciliários,
  • Existem unidades de cuidados na comunidade constituídas por 5 enfermeiros a abranger cerca de 50 mil pessoas e ainda a assumir as visitas domiciliárias da responsabilidade das UCC e USF,
  • De acordo com o mapa de pessoal do ACES Central faltam 17 enfermeiros. Como pode o Presidente afirmar que só falta 3?
  • Se o director executivo do ACES Central assume que para fazer face às necessidades precisaria de mais 100 enfermeiros como pode o presidente da ARS do Algarve afirma que é apenas o problema de uma unidade

Segundo o SEP e apesar desta realidade, existem outras que precisam ser tornadas públicas razão pela qual agendaram uma conferência de imprensa para 22 de Setembro às 15,45 h com a presença do coordenador nacional do SEP, Enfº José Carlos Martins e a Vice – Coordenadora, Enfª Guadalupe Simões

 

Informação envida à comunicação social a 21 de Setembro de 2011