
Os atuais hospitais são requalificados e mantêm-se na esfera pública?
Independentemente dos critérios de análise, ninguém questionará a necessidade e importância do novo hospital público em Lisboa. As questões são outras.
A atual capacidade prestadora de cuidados sedeada em Lisboa integra um grande número de hospitais públicos do SNS; instituições privadas direcionadas para a resposta à doença aguda e que sobrevivem à custa de seguros, da ADSE e de outros subsistemas e da propositada ineficiência do setor público; e de instituições privado-sociais, com destaque para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com enfoque nos cuidados continuados.
Entre diversos e múltiplos aspetos:
1) O novo hospital integra-se num plano regional mais vasto de redesenho integracionista e reforço do dispositivo prestador público?
2) O desenho do programa funcional do novo hospital visa a necessidade de manter e aumentar a atual resposta dos hospitais públicos? Ou emagrece para engordar os privados?
3) Os atuais hospitais públicos são requalificados e mantêm-se na esfera pública? Ou emergirão apetecíveis condomínios privados?
4) Nesta PPP a construção e manutenção do edifício fica para a gestão privada. Porque não aplicar o modelo às atuais PPP da Saúde?
Opções políticas de favorecimento económico?
CORREIO DA SAÚDE
Artigo de José Carlos Martins, Presidente do SEP
Publicado no Correio da Manhã de 03-08-2017