Somos todos convocados para garantir o acesso, a prestação, o apoio e o tratamento.
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Somos forjados nesta fibra da responsabilidade e da disponibilidade, mas não deixamos de intervir para continuar a exigir o que é justo!
O SEP tem vindo a acompanhar a evolução da difícil e complexa situação relacionada com o vírus Covid-19.
Os enfermeiros têm um papel determinante na construção, organização e funcionamento do dispositivo de resposta em saúde a este novo quadro epidemiológico.
Desde logo na implementação das diversas medidas que constam nos Planos de Contingência – na prevenção, controlo, vigilância e tratamento dos utentes..
Combatendo alarmismos e contribuindo para a possível tranquilidade e necessária sensatez:
1 – A ausência de soluções por parte das administrações e do Ministério da Saúde – com quem reunimos a 18 de fevereiro – para o conjunto de problemas com que continuamos a estar confrontados é inqualificável.
Neste quadro, e dando sequência aos processos de luta institucionais que se iniciaram no início do ano (greves nas ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Norte e Algarve, Centro Hospitalar Universitário do Algarve e na ULS do Litoral Alentejano), estavam previstas e decretadas greves em nove outras instituições e duas concentrações.
Face ao momento que todos vivemos, decidimos:
– Suspender o processo de luta, desconvocando as nove greves decretadas e as duas concentrações.
– Desconvocar a greve decretada para 20 de março, inserida na greve geral da Administração Pública.
Num e noutro caso, as exigências que estavam subjacentes aos processos de luta mantêm-se. E, por isso, não deixaremos, em momento oportuno, de retomá-las.
2 – Intervir juntos das administrações para garantir a segurança dos enfermeiros na prestação de cuidados, designadamente sobre a existência ou não dos Planos de Contingência institucionais, défice de material, nomeadamente de equipamento de proteção individual, e carência de enfermeiros.
3 – Face à incompreensível não contratação de enfermeiros necessários nos últimos quatro meses e às medidas anunciadas pelo Primeiro-ministro, designadamente “o encerramento das escolas e impacto nos enfermeiros”, solicitámos ao Ministério da Saúde uma reunião de carácter urgente.
Apesar do desinvestimento no SNS ao longo dos anos e por sucessivos governos, do défice de recursos materiais e outros meios, dos problemas criados aos enfermeiros e não resolvidos pelo Ministério, da sua não valorização e não reconhecimento do especial risco e penosidade inerente à profissão e da grave carência, os enfermeiros estão e têm estado sempre na linha da frente para a resolução dos problemas.
Os enfermeiros já demonstraram o seu profissionalismo e a sua capacidade de resistência.
Com confiança, antes como hoje, estaremos à altura das elevadas responsabilidades para as quais estamos convocados em prol da saúde de todos.