Apesar da quase quadruplicação de verbas transferidas pelo governo, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) apresentou propostas irrisórias e vergonhosas.
Apesar da quase quadruplicação de verbas transferidas pelo governo, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) apresentou propostas irrisórias e vergonhosas, de cerca de 4€ e 6€ de aumentos, para algumas das tabelas salariais e sem qualquer proposta relativamente ao clausulado.
Dia 10 de julho, às 11h00 está agendada nova reunião negocial com a UMP.
Os sindicatos já agendaram uma conferência de imprensa, depois da reunião, às 12h30 para denunciar publicamente a situação de desrespeito pelos trabalhadores e de incumprimento de investimento das verbas entregues pelo Governo, na valorização dos salários e na melhoria das condições laborais.
A Comissão Negociadora Sindical irá exigir a atualização digna das tabelas salariais, a regulação e dignificação das carreiras profissionais previstas no Contrato Coletivo de Trabalho, a redução da duração do trabalho semanal para as 35 horas e melhores condições de trabalho.
É de salientar que as comparticipações do Estado para o Sector Social Solidário, em que as Misericórdias se incluem, quadruplicaram em 2025, passando de 61,5 milhões de euros, para 220 milhões, sem que tal se tenha até agora refletido, minimamente, nas propostas de aumentos salariais apresentadas pela UMP que colocou em cima da mesa de negociação um aumento de 4€ para algumas profissões.
No dia 2 de julho, apresentou uma nova proposta, em que não inclui qualquer aumento salarial para os níveis salariais mais baixos da tabela e para os restantes, aumentos ridículos de 6€.