4 Fevereiro, 2026
APHP recusa as propostas do SEP para o CCT
APHP assume que quer caducar o Contrato Coletivo de Trabalho com o SEP e encerra o processo de conciliação!

Apresentámos a nossa proposta a 23 de maio à Associação Portuguesa da Hospitalização Privada (APHP), em resposta à “denúncia e proposta de revisão global”, do Contrato Coletivo de Trabalho, que nos entregaram a 23 de abril de 2025.

Ao apresentar a denúncia do CCT com o SEP, a APHP pretendeu na prática, acabar com a convenção e recusar melhorar as condições de trabalho dos enfermeiros.

Depois recusou as negociações diretas e requereu o procedimento de conciliação à DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho).

Realizaram-se algumas reuniões onde apresentámos diversas propostas que a APHP sempre recusou, nunca demonstrando qualquer vontade negocial. A 12 de janeiro encerrou este processo de conciliação – porque o SEP recusou subscrever o CCT que o Sindepor e a chamada “plataforma de sindicatos” aceitou!

Não aceitámos e sempre recusámos porque o referido CCT determina, designadamente:

  • Baixos salários – uns míseros 1350€, para enfermeiro de Ingresso e a 40 horas
    semanais;

  • Horários desregulados até 60 horas semanais, sem qualquer compensação e sem
    encargos para as instituições. Desta forma, não existe pagamento de horas
    extraordinárias;

  • Só atualização das tabelas salariais mínimas;

  • Regime de Prevenção obrigatório e não remunerado.

APHP recusa as propostas do SEP, para melhorar as condições de trabalho e remuneratórias dos enfermeiros!

Ao pretender afastar o SEP das negociações, a APHP quer ficar com o caminho livre para manter e agravar a exploração deste CCT, da “plataforma de sindicatos”!

Por isso está na hora dos colegas decidirem se querem ficar com um CCT de baixos salários e dos horários desregulados ou se querem lutar por um CCT/Carreira de Enfermagem, como propõe o SEP e que:

  • Garante uma Carreira de Enfermagem digna e que salvaguarda direitos;

  • Valoriza e consagra, justas condições remuneratórias para todos os enfermeiros;

  • Promove horários regulados às 35 horas, a exemplo das restantes instituições
    privadas e públicas do País;

  • Permite a estabilidade laboral, expectativas de evolução na carreira profissional e a
    conciliação do trabalho com a vida pessoal e familiar.

Reafirmamos as nossas principais propostas para rever e atualizar o CCT do SEP:

  • Horário semanal de 35 horas, sem perda de remuneração – salários atualizados e equiparados aos da Administração Pública/Serviço Nacional de Saúde (AP/SNS), que terá o valor de início de1657,04€, a vigorar a partir de janeiro de 2026.

  • Período de referência de 4 semanas (mês), para organização dos horários de trabalho.

Os turnos que excederem o total de horas, após a aferição às 4 semanas e na consideração da duração semanal de trabalho, devem ser pagos como trabalho suplementar – sem adaptabilidade e sem banco de horas.

  • Compensação remuneratória mensal de 10%, incluindo nos subsídios de Férias e de Natal (pagos 14 meses), para quem tem horários por turnos ou desfasados.
  • Regime de Chamada/Prevenção com o acordo prévio do Enfermeiro e o pagamento de 50% do valor/hora durante esse período – após o Enfermeiro ser contactado, passa a auferir o pagamento de trabalho suplementar, no período correspondente, com acréscimo de 20%.
  • Acréscimo de valores das Horas Penosas

    Dias uteis:


– 20h às 23h – 30%


– 23h às 8h – 50%

Sábados:


– 23h (de 6.ªfeira) às 08h – 60%
– 08h às 16h – 50%
– 16h às 23h – 60%


Domingos:
– 23h (de Sábado) às 24h – 100%

Segunda:
– 00.00h às 08h – 50%

E sobre a nossa proposta de tabela salarial:

Reivindicamos:

  • Eliminar a Categoria de “Enfermeiro de Ingresso” e a transição destes colegas para a
    Categoria de Enfermeiro;

  • A introdução da Categoria de Enfermeiro Assistente IV;

  • O início da tabela salarial, na Categoria de Enfermeiro que deverá ser de 1700€ a
    partir de janeiro de 2026, para 35 horas semanais, para equipar à Administração
    Pública e ao SNS – onde o valor de ingresso é de 1657,04€, desde janeiro de 2026;

  • Aumentos salariais para TODOS os Enfermeiros, incluindo os que não integram as
    tabelas mínimas.

Reivindicamos também:

  • 25 dias de férias e,
  • Actualização do Subsídio de Refeição para 10€, em 2026.

A APHP está a utilizar as facilidades já previstas no Código do Trabalho (e que o governo quer agravar), para acabar com o CCT do SEP, através da caducidade, que já afirmou ir requerer, quando forem cumpridos os prazos legais!

Está na hora de lutares em defesa do teu futuro, por uma carreira digna e valorizada.

Participa nas reuniões que vamos realizar!