Com início às 14h30, é do Saldanha à Assembleia da República que faremos ouvir a nossa voz contra a exploração, o aumento do custo de vida e os baixos salários, e exigiremos direitos e uma vida melhor.
As razões que nos levam a mais uma luta dinamizada pela CGTP:
Contexto socioeconómico “sente-se na pele” todos os dias:
- Os trabalhadores e a população em geral estão confrontados com um aumento significativo dos preços;
- São cada vez em maior número as famílias que não conseguem aceder a bens e serviços essenciais: habitação, medicamentos, alimentação, energia;
- Os salários são condicionados e os direitos dos trabalhadores atacados;
- A habitação está inacessível para muitos, particularmente para os jovens;
- Como se não bastasse, acrescenta-se agora a escalada de aumentos dos preços resultantes da guerra desencadeada pelos EUA e Israel no Médio Oriente, apoiada pelo Governo, e da especulação que lhe está associada, com o crescimento brutal dos preços dos combustíveis e de outros produtos;
- Aumento da inflação e desvalorização do valor do dinheiro. Cada vez se compra menos com o mesmo valor.
A máquina da guerra está a “encher os bolsos” de alguns e a esvaziar o estômago da maioria da população.
Os dados sobre os lucros dos grupos económicos são reveladores e, a estes, não é pedido nenhum esforço. Há empresas que, apesar de terem recebido financiamento público e de o IRC ter diminuído (dizia o Governo, a Iniciativa Liberal e o CHEGA que esta medida era importante para aumentar o investimento) continuam a fazer despedimentos coletivos.
Este facto, por si só, demonstra o quão falaciosas são as declarações dos grupos económicos e daqueles partidos, quando afirmam que a legislação laboral atual é rígida e não permite despedimentos.
Esta é a realidade dos lucros dos grupos económicos
- 18 grupos económicos tiveram 30 milhões de euros de lucro líquido por dia;
- Setores citados: Banca, Energia, Grande Distribuição, Construção, Cimentos, Cortiça, Papel, Telecomunicações, Autoestradas;
- Os lucros destes 18 grupos económicos aumentaram 16% em relação a 2024. Se a comparação fosse com 2021, teríamos um aumento superior a 76%;
- Os lucros destes 18 grupos económicos são superiores ao montante que resultaria de um aumento de 150€, a 14 meses, para todos os trabalhadores no nosso País!
E, relativamente ao Estado, o Governo insiste em medidas de teor “caritativo” que não abrangem a maioria da população, ainda que, diariamente, desde o início da guerra contra o Irão, arrecade 2 milhões de euros.
São principais reivindicações:
- Aumentar Salários!
- Garantir Direitos!
- Uma Vida Melhor!
- Basta de exploração, de aumento de custo de vida, de baixos salários e de ataque aos direitos!
A luta contra o Pacote Laboral e o ACT continua e também se faz na rua
- Abaixo o Pacote Laboral!
- Não ao ACT que retira direitos aos enfermeiros, aumenta conflitos, promove o abandono da profissão e retira rendimento.
17 de Abril é dia de luta! O Governo quer aumentar a exploração e as desigualdades, e com esse objetivo tem em marcha a tentativa de imposição do pacote laboral.
Denúncias sobre as intenções do Governo/Patrões:
- Querem baixar o poder de compra dos salários;
- Querem prolongar horários sem pagamento de horas extraordinárias, fazendo dos patrões os donos do nosso tempo;
- Querem que os trabalhadores possam ser despedidos sem justa causa;
- Querem que não haja limites aos contratos a prazo;
- Querem liberalizar o recurso a empresas de trabalho temporário e ao outsourcing;
- Querem atacar os direitos de maternidade e paternidade;
- Querem destruir a contratação coletiva;
- Querem limitar a liberdade sindical e o direito de greve.
Dia 17 de abril, às 14h30 no Saldanha, participa connosco nesta iniciativa!