3 Julho, 2026
Negociações entre sindicatos e a Administração do Hospital da Cruz Vermelha
Os sindicatos solicitaram o procedimento de prevenção de conflitos, junto da Direção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT).

Desde julho de 2025 que os sindicatos têm defendido junto do Conselho de Administração (CA) do HCVP uma efetiva valorização dos salários e a evolução das carreiras profissionais, visto que há muitos anos não havia aumentos, nem melhoria das condições de trabalho, o que progressivamente levou à saída de muitos colegas.

Tal como informámos, decorrente do impasse do Conselho de Administra os sindicatos solicitaram o procedimento de prevenção de conflitos, junto da Direcção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT) tendo-se então concretizado reuniões com representantes do hospital nos dias 14 de abril e 21 de maio.

A 14 de abril os sindicatos apresentaram aos representantes da empresa o Caderno Reivindicativo 2025/26 (CR2025/26), já enviado em meados de 2025 e atualizado em março 2026. Nesta reunião os representantes da empresa fizeram uma breve apresentação das alterações já implementadas na instituição.

Na reunião de 21 de maio os representantes do HCVP apresentaram os documentos que, entretanto, nos enviaram relativamente às carreiras profissionais dos Enfermeiros e dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, assim como sobre o processo de Avaliação do Desempenho.

Os sindicatos questionaram acerca da ausência de resposta à nossa proposta reivindicativa (contraproposta), assim como sobre as restantes carreiras profissionais dos trabalhadores do HCVP.

Sobre as carreiras apresentadas reportámos que o modelo de Avaliação do Desempenho, não salvaguarda a justiça e a transparência ao não premiar a experiência e a dedicação dos trabalhadores e por não consagrar as promoções por antiguidade, ao contrário do que acontece em todas as carreiras do restante sector privado e do sector público.

Sobre estas matérias, e como informámos, os sindicatos vão auscultar os trabalhadores para informarmos e clarificarmos posições junto dos colegas, designadamente acerca das tabelas salariais e da evolução das carreiras que nos foram apresentadas.

Com a derrota do Pacote Laboral foi evitado o retrocesso e a perda de direitos conquistados!

A forte mobilização dos trabalhadores e dos seus sindicatos, sob coordenação da CGTP, garantiram as estrondosas adesões às greves gerais de 11 de dezembro e de 3 de junho, levando à mudança de posições de voto na Assembleia da República e que derrotaram o Pacote Laboral.

O governo PSD/CDS e as confederações patronais estavam à espera que fossem aprovadas as mais de 100 normas que alteravam o Código do Trabalho e que faziam recuar as condições de trabalho ao passado.

Seria a destruição de direitos alcançados, com as lutas de gerações de trabalhadores, antes e depois do 25 de Abril de 1974, com o regresso de horários prolongados e desregulados, da facilitação dos despedimentos, da substituição de trabalhadores, dos vínculos precários, da retirada dos direitos de parentalidade no acompanhamento de filhos menores, do direito à greve, da proibição de ação sindical nas empresas, etc. Foi, pois, uma grande vitória, mas a luta terá que prosseguir na mobilização de todos, na defesa de melhores salários, melhores carreiras profissionais, com horários regulados às 35 horas, que permitam conciliar a vida profissional, com a vida pessoal e familiar.