Pagar para ir trabalhar enquanto a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) arrecada 25% desse valor.
Concentração
10h00 em frente ao Hospital de Braga
O aumento do valor pago para ir trabalhar é a razão que determinou a luta de todos os profissionais.
O recente aumento das tarifas do parque de estacionamento, em vigor desde 1 de fevereiro, eleva o custo anual para 612 euros.
Este valor representa um verdadeiro imposto sobre o trabalho, aplicado a médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes e demais profissionais de saúde que asseguram diariamente o funcionamento do hospital.
Acobrança é uma forma de coação funcional: quem não paga, não consegue trabalhar com normalidade. A escassez crónica de lugares, aliada ao aumento de preços, cria diariamente constrangimentos, atrasos, desgaste físico e psicológico e compromete condições básicas de organização do trabalho.
E, não existe alternativa de estacionamento situação que se agrava por a rede de transportes públicos ser ineficaz e não dar resposta à laboração contínua do hospital de Braga.
A greve de 13 de março tem objetivos claros e inegociáveis:
- Isenção total e permanente do pagamento de estacionamento para todos os profissionais da ULS de Braga.
- Fim imediato da discriminação que isenta apenas o Conselho de Administração e Direções, enquanto quem presta cuidados diretos continua a pagar.
- Abertura urgente de um acesso rodoviário exclusivo para profissionais, garantindo fluidez, segurança e condições mínimas de entrada e saída nos turnos.
- Responsabilização da ULS de Braga e da ACSS para negociarem com a entidade gestora as obras necessárias, sem mais adiamentos.
- Renúncia formal da ACSS aos 25% da receita do estacionamento pago pelos profissionais, canalizando esse valor para viabilizar a gratuitidade.
Esta luta transversal a todos os profissionais e simboliza algo maior: o respeito por quem mantém o Serviço Nacional de Saúde a funcionar.
Os sindicatos reafirmam disponibilidade para uma solução imediata. Mas deixam claro: não aceitarão que os utentes e trabalhadores continuem a financiar os lucros do parque de estacionamento à custa do seu próprio salário.