11 Março, 2026
Profissionais de Saúde da ULS de Braga em greve a 13 de março
Pagar para ir trabalhar enquanto a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) arrecada 25% desse valor.

Concentração

10h00 em frente ao Hospital de Braga

O aumento do valor pago para ir trabalhar é a razão que determinou a luta de todos os profissionais.

O recente aumento das tarifas do parque de estacionamento, em vigor desde 1 de fevereiro, eleva o custo anual para 612 euros.

Este valor representa um verdadeiro imposto sobre o trabalho, aplicado a médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes e demais profissionais de saúde que asseguram diariamente o funcionamento do hospital.

Acobrança é uma forma de coação funcional: quem não paga, não consegue trabalhar com normalidade. A escassez crónica de lugares, aliada ao aumento de preços, cria diariamente constrangimentos, atrasos, desgaste físico e psicológico e compromete condições básicas de organização do trabalho.

E, não existe alternativa de estacionamento situação que se agrava por a rede de transportes públicos ser ineficaz e não dar resposta à laboração contínua do hospital de Braga. 

A greve de 13 de março tem objetivos claros e inegociáveis:

  • Isenção total e permanente do pagamento de estacionamento para todos os profissionais da ULS de Braga.

  • Fim imediato da discriminação que isenta apenas o Conselho de Administração e Direções, enquanto quem presta cuidados diretos continua a pagar.

  • Abertura urgente de um acesso rodoviário exclusivo para profissionais, garantindo fluidez, segurança e condições mínimas de entrada e saída nos turnos.

  • Responsabilização da ULS de Braga e da ACSS para negociarem com a entidade gestora as obras necessárias, sem mais adiamentos.

  • Renúncia formal da ACSS aos 25% da receita do estacionamento pago pelos profissionais, canalizando esse valor para viabilizar a gratuitidade.

Esta luta transversal a todos os profissionais e simboliza algo maior: o respeito por quem mantém o Serviço Nacional de Saúde a funcionar.

Os sindicatos reafirmam disponibilidade para uma solução imediata. Mas deixam claro: não aceitarão que os utentes e trabalhadores continuem a financiar os lucros do parque de estacionamento à custa do seu próprio salário.

Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) e Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS)