20 Fevereiro, 2026
ULS Castelo Branco encerra Serviços de Atendimento Complementar
Exigimos que estes serviços mantenham o seu normal funcionamento. A população não pode ser privada dos cuidados de enfermagem.

Os serviços de saúde públicos existem para servir as pessoas.

As organizações do dispositivo do Serviço Nacional de Saúde, apesar dos sucessivos ataques e planos de degradação, continuam a ser considerados pelas populações como essenciais.

Compete às organizações assegurarem o funcionamento de todos os serviços, incluindo os Serviços de Atendimento Complementar, tanto mais que, estes serviços asseguram a proximidade das respostas em saúde e, seguramente, afastam muitos cidadãos do caos que caracterizam os serviços de urgência hospitalares.

Recentemente, a ULS de Castelo de Branco deu orientações para o encerramento destes serviços, os Serviços de Atendimento Complementar, sempre que o Conselho de Administração não consiga ter um médico escalado ou, ainda que escalado, o referido médico, falte.

Esta orientação da ULS de Castelo Branco:

1º Demonstra a incompetência gestionária da Administração;

2º Demonstra ineficácia na resposta às pessoas porque a ausência de um profissional de um determinado grupo não pode nem deve significar o encerramento de serviços. Existem protocolos que podem ser aprovados para, nomeadamente, permitir dar respostas em cuidados de saúde, desde logo, o encaminhamento se necessário, para serviços específicos do Hospital Amato Lusitano, incluindo a urgência.

3º Demonstra que o Conselho de Administração continua a não estar aberto a outras soluções, recorrendo às competências de outros profissionais, na sequência do que agora foi aprovado, por exemplo, para a Saúde Materna e Obstétrica. Exigimos que estes serviços se mantenham permanentemente abertos permitindo que a população, na sua maioria envelhecida e que no essencial precisam de cuidados de manutenção, continuem a ter acesso a cuidados de enfermagem.