6 Novembro, 2026
Equipa de enfermagem pede escusa de responsabilidade em morte de paciente no Algarve.

Esta é já a segunda morte suspeita nas urgências de Portimão.

Homem de 94 anos que um médico terá recusado observar no início de outubro motiva queixa dos enfermeiros.

A indicação para observação médica dada pelos enfermeiros esbarrou com a recusa em 2 serviços. Restando aos enfermeiros manter o paciente em vigilância e cuidados básicos durante a tarde, noite e madrugada, culminando numa notificação de risco de óbito. Mas sem nenhum efeito.

24 horas depois de ter dado entrada e sem observação médica, acaba por falecer.

A equipa de enfermagem pede escusa de responsabilidade, descrevendo um serviço de urgência Médico cirúrgica sob anarquia funcional. “Como é que uma situação dessas acontece em outubro com a consequência que teve, há essa tomada de posição, e bem, por parte dos enfermeiros, e mais uma vez o Conselho de Administração nada faz. E, naturalmente, por parte do Ministério da Saúde que terá conhecimento da situação”, aponta Guadalupe Simões, Dirigente Sindical do SEP.

Os intermináveis tempos de espera dos doentes, nos serviços de urgência, não são um problema de hoje e acontecem em todas as ULS, infelizmente

“É inaceitável que o Ministério da Saúde continue a não tomar medidas para a resolução dos problemas, desde logo a valorização das carreiras dos profissionais como forma de reter os profissionais de saúde, de todas as carreiras, abertura de concursos de acesso a categorias superiores nas respetivas carreiras e, finalmente, aceitar que o regime de exclusividade é a solução.”

“O que não pode continuar a acontecer é, por inoperância da tutela, da direção executiva do SNS e da administração, impor aos enfermeiros mais sofrimento para além do risco e da penosidade inerente às suas funções.”

“Ir trabalhar e não ter condições para prestar os melhores cuidados aos doentes, e com a segurança necessária, é um sofrimento que a nenhum trabalhador deve ter que sentir!”