Continuam as dificuldades de acesso dos algarvios à saúde.
Era esperado que, ao abrigo do Plano de Curto Prazo de Melhoria do Acesso a Cirurgia Não Oncológico (PCPMACNO) estes doentes tivessem conhecimento, em dezembro, para qual instituição do setor privado ou social seriam encaminhados para realizar a sua cirurgia.
Este Plano foi sujeito a um alargamento por decisão do Ministério da Saúde, demonstrativo que as soluções que tem vindo a adotar não resolvem e, principalmente, porque não quer reconhecer que, na sua maioria, são os mesmos profissionais que dão estas respostas no SNS que também as dão nos setores privado e social.
Na ULS do Algarve, para além das dificuldades em atrair e reter profissionais de saúde é inadmissível que tenha sido reduzido o número de camas da Unidade de Cuidados Intensivos que já levou ao adiamento de inúmeras cirurgias.
Depois dos problemas das Maternidades e dos serviços de urgência Pediátrica são agora as
respostas cirúrgicas que estão em causa.
E a pergunta mantém-se: que oferta pública de saúde terão os algarvios num quadro de sistemática
degradação de serviços em Faro e Portimão.