Os enfermeiros juntam-se à greve da Administração Pública a 20 de novembro, nos períodos da noite, manhã e tarde.
Governo afirmou: “trabalhadores da Administração Pública não produzem nada” e que não tinha proposta para aumentos salariais para além do acordo feito pela UGT e que já foi “comido” pela inflação em 2026 e continuará a ser ultrapassado pela inflação esperada para 2027. Conclusão: agrava-se a perda de poder de compra e a desvalorização dos salários.
A Frente Comum lembrou o Governo do papel dos trabalhadores da Administração Pública para a garantia dos direitos da população e que não assinou o “acordo de empobrecimento” (56€ para quem ganha até 2700€ e a partir daí 2,3%), exigindo uma efetiva negociação de aumento salarial.
Exigimos e lutamos:
Pelo aumento salarial de 15% e do subsídio de refeição para os 13€
Pela correção da TRU que impeça o “achatamento” dos salários nos primeiros níveis
Pela reposição do vínculo único de nomeação
Pelo aumento do valor das pensões de aposentação e reforma
Valorização das carreiras e profissões
Pela revogação do SIADAP e sua substituição por um sistema de avaliação sem quotas, formativo, transparente, equitativo e justo, que valorize e potencie o desenvolvimento e progressão profissionais.
Pelo reforço dos serviços públicos, desde logo o Serviço Nacional de Saúde.
Os enfermeiros:
- TAMBÉM perderam poder de compra e não conseguem fazer face ao aumento dos bens essenciais;
- SABEM BEM que o desenvolvimento na Carreira está comprometido na promoção, pela ausência de abertura de concursos de acesso às categorias de Especialista, Gestor e em lugar de Direção;
- SABEM BEM que o Ministério da Saúde recusa a resolução da contabilização de pontos, incluindo o pagamento dos devidos retroativos desde 2018;
- SABEM BEM que o Ministério da Saúde continua a pretender impor a sua proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e do banco de horas e da adaptabilidade, e agora até fala em “alargar” o horário de trabalho;
- SABEM que são poucos para as necessidades, que fazem milhões de horas de trabalho extraordinário, mas a Ministra da Saúde afirma só serem necessários cerca de 870 enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde;
- SABEM BEM que a proclamada “valorização da carreira dos enfermeiros” de 2024 é INSUFICIENTE, já foi absorvida pelo aumento do custo de vida e discrimina os enfermeiros face a outros trabalhadores da saúde;
- SABEM BEM que já em 2027, a valorização dos enfermeiros que acedam à categoria de Enfermeiro Especialista por concurso é minima;
- SABEM BEM que não têm reconhecido o risco e penosidade da profissão e que é insuportável trabalhar até aos 67 anos;
- SABEM BEM o que é trabalhar com vínculo precário e ter a vida por um fio.
Por isto, adere à greve do dia 20.