Ministro das Finanças anuncia a possibilidade do aumento de impostos ou congelamento de salários para cumprir meta da NATO.
Preocupante este anúncio do Ministro das Finanças porque demonstra que, a acontecer, o Governo está tentado em preterir a melhoria das condições de vida dos portugueses para cumprir uma meta imposta por terceiros.
É reconhecido que a maioria dos portugueses vivem hoje pior. O número de trabalhadores pobres, aumenta. Todos os bens essenciais aumentaram. Os preços da energia – eletricidade e gás, são obscenos. O preço da habitação é incomportável. A qualidade de vida dos portugueses, após os 65 anos está abaixo dos melhores indicadores registados noutros países o que deveria obrigar a repensar e reforçar as políticas publicas sobre o envelhecimento ativo
Há exigência de aumentos salariais intercalares que permitiriam minimizar a perda de rendimento dos trabalhadores, o Governo não responde.
No SNS mantem-se o garrote financeiro das Unidades Locais de Saúde incluindo na NÃO AUTORIZAÇÃO de abertura de concursos para desenvolvimento nas carreiras e os constrangimentos na admissão é o maior dos últimos anos. Os planos de contingência para fazer face ao calor estão a ser suportados à custa do trabalho extraordinário dos profissionais. Entretanto continuam os anúncios de encerramento de serviços, ainda que temporários.
E, relativamente aos enfermeiros em concreto, a Ministra da Saúde continua a protelar a decisão de pagar os justos retroativos que representam anos de trabalho ainda não contabilizado ao mesmo tempo que “mantém em cima da mesa” uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho que retira rendimentos aos enfermeiros.
A falta de trabalhadores na generalidade da Administração Pública é constrangedor assim como o investimento.
Enquanto isto, o Governo e o Ministro da Defesa vangloriam-se de serem, novamente, “bons alunos”.
Não aceitaremos que se aprofunde a degradação das condições de vida dos trabalhadores, e dos enfermeiros, seja através do aumento de impostos ou no congelamento salarial por causa da obsessão belicista (sob a capa de aposta na defesa Nacional) do Governo.