A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade recusa negociar o Contrato Coletivo de Trabalho por já ter acordo com sindicatos da UGT.
Greve – 26 março
Concentração + vigilia
A partir das 20h00 – manifestação junto à sede da CNIS no Porto.
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) – associação patronal que representa as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) – não aceitou as propostas da Comissão Negociadora Sindical (CNS) que integra o SEP, na reunião do dia 23 de fevereiro.
Estas nossas propostas, que visavam a melhoria efetiva de um conjunto de cláusulas e de aumentos salariais para os trabalhadores, foram rejeitadas sendo alegado que já tinha acordo com os sindicatos da UGT. É inadmissível!
Esta atitude é desrespeitosa, sem seriedade e demonstra má-fé negocial!
Relativamente aos enfermeiros foi proposta uma estrutura de Carreira Profissional idêntica à dos Professores, com uma tabela salarial aproximada à da Administração Pública que permitiria uma justa valorização remuneratória e uma estrutura de progressão mais dinâmica – a atual estrutura de carreira profissional inicia-se no nível V e termina no nível II, ou seja, limita a 12 anos de serviço, a progressão dos enfermeiros – propostas que permitiriam fixar e contratar mais enfermeiros.
Na expetativa de alcançar um melhor acordo, a Comissão Negociadora Sindical apresentou novas propostas à CNIS, tendo sido agendada nova reunião para dia 23 de março. Mas face à reafirmada recusa negocial da CNIS, os sindicatos que integram a comissão decidiram avançar para uma greve de 24 horas – decretada para o dia 26 de março, com uma vigília à porta da Sede da CNIS, a partir das 00 horas desse dia. Os trabalhadores vão expressar a sua revolta pelos seus baixos salários e condições de trabalho.
Quando os trabalhadores não são ouvidos, só nos resta uma opção: a greve geral dos trabalhadores do setor.