30 Outubro, 2025
Marcha contra o Pacote Laboral a 8 de novembro
Rejeitamos o pacote laboral. Exigimos mais salários, direitos e uma vida melhor. Junta-te a nós às 14h30, nas Amoreiras (setor público) e no Saldanha (setor privado).

O Pacote Laboral apresentado pelo Governo é um verdadeiro assalto aos nossos direitos.

O PSD e o CDS não inscreveram no seu programa eleitoral a intenção de o alterar.

Todos os trabalhadores foram “apanhados de surpresa” com a apresentação da proposta do Governo em alterar, profundamente, a legislação laboral.

Alertamos que a Lei do Trabalho em Funções Públicas já remete para o Código do Trabalho algumas normas o que significa que as alterações que possam vir a acontecer também se aplicarão aos enfermeiros com Contrato de Trabalho em Funções Públicas.

Com o nome pomposo de Agenda XXI e invocando uma mentira: há um desequilíbrio para o lado do trabalhador, o Governo e em concreto a Ministra do Trabalho “atiram para canto” a razão da existência do Direito do Trabalho e da legislação laboral: dar algum equilíbrio a uma relação desequilibrada entre trabalhador e patrão.

A legislação laboral serve para proteger o trabalhador. Não para o fragilizar e para favorecer o patrão.

Este pacote laboral vai aumentar:

  • A desregulação dos horários de trabalho impedindo a conciliação da vida pessoal com a profissional

  • A precariedade laboral com a possibilidade de aumentar em mais um ano a permanência dos trabalhadores com contratos a termo certo e contratos a termo incerto

  • A existência de baixos salários e, consequentemente, de trabalhadores pobres

  • Facilita os despedimentos e dá como bónus aos patrões a readmissão de trabalhadores injustamente despedidos, mesmo após decisão do Tribunal

  • Ataca os direitos de maternidade e paternidade

É mentira que seja preciso flexibilizar para melhorar a economia. Todos sabemos que os trabalhadores serão tanto mais produtivos se as suas necessidades básicas estiveram asseguradas. Ter um contrato definitivo, ter um salário digno e direitos que não sejam inalienáveis é o que todos os trabalhadores exigem.

Maior flexibilização de contratos é igual a maior flexibilização de despedimentos.

O Governo terá mais ou menos sucesso consoante a rejeição que todos os trabalhadores demonstrem contra o pacote laboral.

A 8 de novembro, na Marcha Nacional contra o Pacote Laboral, todos seremos poucos para afirmar a rejeição ao pacote laboral e as nossas exigências:

  • Pelo aumento dos salários e pensões,

  • Pela defesa e melhoria dos direitos,

  • Pelo direito à saúde, à educação, à habitação,

  • Pela defesa da Segurança Social Pública, Universal e Solidária,

  • Pelo Serviço Nacional de Saúde

É por isso fundamental a presença na marcha contra a 8 de novembro, às 14h30, nas Amoreiras (setor público) e no Saldanha (setor privado)!