11 Agosto, 2020

Amanhã, 12 de Agosto, juntamos-nos ao Movimento de Utentes dos Serviços Públicos em frente ao Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, para exigir a resolução dos problemas dos enfermeiros e denunciar o sorvedouro de dinheiros públicos que são as PPP.

Delegações da Direcção Regional de Lisboa do SEP e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos irão concentrar-se em frente ao Hospital Beatriz Ângelo (HBA) para exigir do Conselho de Administração e do Ministério da Saúde a resolução dos problemas dos enfermeiros do HBA.

O modelo das Parcerias Público-Privadas não só sorve dinheiros públicos para os grupos privados como deixa muito a desejar no que toca aos direitos dos seus trabalhadores. O HBA é um exemplo desta problemática e a exploração é evidente e sentida pelos enfermeiros que aqui trabalham.

Os enfermeiros têm uma carga horária de 40h semanais, superior ao praticado nas restantes instituições do SNS. Além disso verificam-se elevados ritmos de trabalho e sobrecarga laboral (horas extraordinárias) o que leva a um estado de exaustão e um condicionamento da vida pessoal e familiar.

Acrescentando a escassez de enfermeiros nos serviços e a precarização do vínculo de muitos enfermeiros com os denominados recibos verdes, as más condições de trabalho provocam grande rotatividade nas equipas o que leva a uma grande instabilidade nos serviços do HBA.

Seguindo os interesses da população e dos enfermeiros, o SEP e os enfermeiros exigem:

  •  O fim do modelo das PPP, cumprindo o estabelecido na nova Lei de Bases da Saúde;
  •  O cumprimento dos direitos de parentalidade e a conciliação do trabalho com a vida familiar e pessoal;
  •  A regulamentação dos horários de trabalho, aplicando as 35 horas de trabalho semanais para todos os enfermeiros;
  •  O fim da precariedade – a cada posto de trabalho permanente, um vínculo efectivo;
  •  A harmonização de direitos tendo por base a legislação que vigora nas restantes instituições do SNS;
  •  A contratação dos enfermeiros adequados às necessidades.