27 Outubro, 2011
Em junho o SEP, depois de um plenário com enfermeiros do hospital, concretizou-se uma reunião com a entidade gestora. Nesta reunião, à mesa das negociações, foram assumidos compromissos que não foram cumpridos, demonstrando desonestidade intelectual e falta de ética negocial.

Relembrando:

  1. Horários de 8 horas—8,30 às 16,30/16 às 24,30/ 24 às 9 horas;
  2. Contabilização do tempo de passagem de informação clínica no trabalho por turnos;
  3. Horários de 12h eram de aceitação voluntária por parte dos enfermeiros;
  4. Os enfermeiros que se voluntariassem deveriam ser concentrados no mesmo ou nos mesmos serviços.
  5. O horário regra negociado com a entidade gestora seria aplicado durante 3 meses após o que seria sujeito a avaliação, em nova reunião, a concretizar em setembro.

O SEP solicitou reunião e ainda não obteve resposta.

Esta não resposta só pode ser analisada no contexto de não cumprimento dos compromissos assumidos, de coacção sobre os enfermeiros cujas denuncias nos têm chegado e, na sua maioria, desenvolvidas pelos superiores hierárquicos diretos.

Já não basta o “patrão” governo que nos rouba até ao tutano, temos agora o patrão Mello e, pior ainda os “patrõezinhos” enfermeiros que se “esquecem” da deontologia a que estão obrigados.

Os horários, mais que organizar o tempo destinado ao trabalho, organizam também o tempo disponível para o exercício da cidadania: estar com a família, participar noutras actividades sociais, descansar, etc. Tudo é indispensável para a manutenção de uma boa saúde mental e do bem-estar. Abdicar de horários com horas suficientes de descanso é colocar em causa todos os Direitos, enquanto profissionais e seres sociais!

É a vossa vida que eles jogam! Se não gostas, demonstra-o!